Chegando bem em 2017!

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Usualmente escrevo um artigo de fim de ano ensinando alguma receitinha para apoiarmos a nossa força e gerar ânimo e fôlego para o ano vindouro. Entretanto, para 2017 quero te deixar uma contribuição mais duradoura: o poder está em você!

O que escreverei aqui todas as minhas clientes já sabem, pois trabalhamos muito em 2016 a “Realeza em Si”. E considero importante espalhar esta mensagem para todo mundo. Através da internet isso fica mais fácil.

Ser Rainha em Si significa que tudo o que acontece na sua vida é com seu consentimento. Sendo Rainha você é quem determina o que será materializado na sua realidade. Saia agora mesmo da ideia de vítima, onde as coisas te atingem e você nada pode. Isso é uma ilusão. Somos criadores de realidade, e tudo que existe na sua vida é de sua responsabilidade.

Isso pode assustar um pouco no início, mas é extremamente libertador se você pensar a respeito. Se tudo o que existe é por sua causa, você tem o total poder de manter as coisas boas e eliminar as coisas ruins. Medite sobre isso.

Na sua vida eu não posso nada, mas na minha, sou rainha! 

Nada pode ser feito na vida do outro, a não ser que ele se sinta vítima e lhe dê o poder para isso. Contudo, esse falso poder pode ser retirado a qualquer momento. Cada pessoa tem o total controle sobre a sua própria vida. Pegue agora mesmo o seu poder de volta e se refaça completamente para 2017.

Não sabe por onde começar? Aí vão umas dicas para iniciar esse movimento de posse de si:

– Trate-se como uma visita! Essa dica é básica para qualquer brasileiro. Aqui somos educados a dar tudo de melhor para a visita (atenção, melhores louças na mesa, casa arrumada, banquete etc.). Para a gente sobra a canequinha lascada para o café, enquanto para a visita servimos a nossa melhor louça. Pense um pouco: você nasceu, vive e vai continuar o tempo todo com você, 24h por dia. Mesmo que tenha outras pessoas, a pessoa que não é possível se separar, é você de você mesma. Então é hora de acordar e tratar-se bem. Já!

– Você é responsável por você! Agora que está se tratando melhor, reflita o quão responsável pela sua vida você é. Você está onde se põe, e não há como fugir disso. Não existem vítimas aqui. Vestir-se de vítima é dar o seu poder pessoal para que outras pessoas controlem a sua vida.

– Não seja boazinha! Isso vai chocar num primeiro momento. Entretanto, a “boazinha” e a “tonta” são a mesma pessoa. Geralmente fazemos a boazinha para suprir a carência que firmamos com a gente mesmo. Se eu me trato bem, me respeito e me admiro, não sinto necessidade de fazer pose de “bonita” para a família aplaudir. A maioria das vezes, a “boazinha” é na verdade a enxerida. Quer ajudar todo mundo, mas ninguém a chamou ali. Ou a família/amigos a fazem de gato e sapato, pois sabem que podem abusar. Se ligue em você, e deixe de querer agradar a todos para receber migalhas de atenção. Se dê a atenção que necessita, e nada te faltará.

– Use sua coroa! Isso mesmo, você é rainha de si. No seu reino, só você manda. Tudo que acontece aí é de sua responsabilidade, então, administre bem. Use o seu poder, e imagina uma bela coroa de luz na sua cabeça e jamais a retire.

Entre em 2017 altiva e benevolente consigo mesma, como uma rainha admirada em seu reino. Desejo que você tenha um ano maravilhoso, provido de suas próprias escolhas e reflexões.

Abraços fraternos,

Luciana Estivalet

Significados do Símbolo OM

Essa sílaba única, Om, vem dos Vedas. Como uma palavra sânscrita, significa avati raksati – aquilo que lhe protege, lhe abençoa. É considerado o som mais próximo da palavra divina, e a origem de todas as demais. Segundo o Mandukya Upanishad, OM é aquele que existiu e existirá sempre. A sílaba OM é considerada por várias escolas, mestres e tradições o som primordial do Universo.
Assim, pode-se afirmar que OM é o princípio, meio e fim. É a totalidade. É chamado na Índia por mátriká mantra, o som matriz matriarcal que tudo originou. Nos Vedas, é definido como “aquele que tudo inclui, a origem e o fim do Universo”. Portanto, Nele o universo se cria, se conserva e se dissolve. É o som-semente que desenvolve o centro de força da “Terceira Visão”, responsável pela intuição, meditação e pelos fenômenos da telepatia e clarividência. É o primeiro dos símbolos sagrados na Índia que possui a força de ser a descrição visual do som cósmico, do qual toda a matéria e o espaço são originados. No seu som monossilábico, contém Brahman ou o universo inteiro em sua energia. O universo inteiro significa não somente o universo físico, mas também a experiência dele.
Deste modo, o OM é fundamental na cultura Hindu, e seu símbolo é a primeira figura que toda a criança deve desenhar no início de sua educação. Ele é, também, a primeira evocação que é cantada para evocar os deuses numa oração. Seu motivo pode ser visto em pórticos, portões, templos, livros em geral, textos religiosos, em berços de recém nascidos e em roupas cerimoniais, numa grande variedade de cores e com muitos tipos de enfeites. Podemos vê-lo como um equivalente à luz branca, em que nele pode ser encontrado todas as cores do arco-íris. Na tradição Hindu Om é a palavra de afirmação solene e respeitoso acordo.
OM é a contração da palavra SOHAM e é, assim, o Som Primordial, o sopro vital, o som de vida. Ele equilibra o Ser dando-lhe todo o seu poder estabelecendo a harmonia entre os diversos veículos do homem integral nas suas três divisões fundamentais (corpo, mente e espírito). Por outro lado, sendo o som mais puro que existe, ele regenera o homem a todos os níveis e situa-o no plano divino. OM é, por excelência, o som universal de meditação, aquele que dá progressivamente acesso às mais altas realizações espirituais.
Dentro do símbolo há os cinco elementos do Universo – terra, fogo, ar, água e éter. Confome o mestre hindu Pranavopanishad, o A é nirman (criação de tudo), é Brahma, o criador e a Terra. U é shiti (conservação do Universo), é Vishnu, o preservador. O espaço M é Pralaya (transformação do Universo), é Shiva, o dstruidor e a iluminação. Observe que na existência tudo é regido por estas três energias: criação, preservação e destruição. Avati Raksati – aquilo que lhe protege, lhe abençoa. Como se dá essa proteção? É um mantra e é um nome do Senhor. O nome do Senhor lhe protege através da repetição do próprio nome. Pelo nome você reconhece o Senhor. E, portanto, é reconhecimento em forma de oração. Uma compreensão profunda sobre este símbolo místico revela que é composto de três sílabas combinada em uma, não como uma mistura física mas como uma combinação química. Na verdade em Sânscrito a vogal ‘o’ é constitucionalmente um ditongo composto de a + u; por isso OM é representativamente escrito como AUM.
Apropriadamente, o símbolo do AUM consiste de três curvas (curvas 1, 2 e 3), um semicírculo (curva 4) e um ponto. A curva maior 1 simboliza o estado de vigília, neste estado a consciência é voltada para o interior através dos portões dos sentidos.
O tamanho grande significa que este é o estado mais comum (‘maioria’) da consciência humana. A curva de cima 2 mostra o estado de sono profundo ou estado de inconsciência. Este é um estado onde quem dorme não deseja nada nem passa por nenhum sonho. A curva do meio 3 (que se localiza entre o sono profundo e o estado de vigília) significa o estado de sonho. Neste estado a consciência do indivíduo é voltado para o interior e o sonhador contempla uma visão encantadora do mundo atrás das pálpebras dos olhos. Estes são os três estados da consciência de um individuo, já que o pensamento místico Indiano acredita que a realidade manifestada inteira se origina desta consciência, portanto estas três curvas representam o fenômeno físico. O ponto (4) significa o quarto estado da consciência, conhecido em Sânscrito como turiya. Neste estado a consciência não parece nem extrínseca nem intrínseca, nem os dois juntos. Significa o voltar para a quietude de toda existência relativa e diferenciada. Este estado quieto total, pacífico e bem-aventurado é o alvo absoluto de toda atividade espiritual. Este estado Absoluto(não-relativo) ilumina os outros três estados. Finalmente, o semi círculo simboliza Maya e separa o ponto das outras três curvas. Deste modo, é a ilusão de maya que nos previne da realização dos mais altos estados de bem-aventurança. O semi-círculo é aberto no topo e não toca o ponto. Isto significa que este estado mais alto não é afetado por maya. Maya só afeta o fenômeno manifestado.
Este efeito é quem previne o investigador de alcançar seu alvo final, a realização do Um, do onisciente, do não-manifesto, do princípio Absoluto. Desta maneira, a forma de OM representa tanto o não-manifesto e o manifesto, o númeno e o fenômeno. Sendo um mantra, ele é repetido, e, portanto, torna-se uma prece. O Senhor é o protetor e o provedor; aquele que abençoa é o Senhor; o Senhor é na forma de bênção. Repetido Om, você invoca o Senhor naquela forma específica. Então, dessa maneira, Om lhe protege. Portanto, ele é fiel a seu nome. É o Senhor que lhe protege, e não o som. O Senhor é Um e não-dual. Isso é o que dizem os Vedas. O que existia antes, o que existirá depois e o que existe agora. Tudo isso, sarvam, é realmente Om. Tudo o que existe é Om. Tudo o que existiu é Om, e também tudo o que existirá depois, no futuro. Passado, presente e futuro, incluindo o tempo e tudo o que existe no tempo – tudo isso é Om. Aquele Om é Brahman. Portanto, o Senhor é não-dual, e esse não-dual é Um. A sílaba é também uma e não-dual, significando que tudo está dentro dela. E tudo está dentro de Om.
Como um som sagrado também, a pronúncia das três sílabas AUM é aberto para uma rica análise lógica. O (A) simboliza o estado de vigília, e assim, o estado de sonho (simbolizado por U), situa-se entre o estado de vigília (A) e o estado de sono profundo (M). Na verdade um sonho nada mais é do que um componente da consciência da vida em vigília formada pela inconsciência do sono. A é um mátra, U é outro e M mais outro. Brahman é sarvam (tudo) e também está na forma de três. Brahman em estado causal, como súkshma prapañcha, o mundo sutil, e o sthúla, o mundo físico. O corpo físico é chamado de sthúla, assim como o universo físico. Dentro desse corpo físico existe outro mundo. É o mundo do nosso prana que mantém este corpo vivo e inclui a mente e os sentidos. É sutil, pois está dentro desse corpo físico, não visível, mas sua presença não se perde. Portanto, o que mantém esse corpo vivo, sem o qual estaria morto, isso é súkhma. Quando sthúla e súkshma estão juntos, então existe vida. Quando súkshma não está presente, esse corpo físico fica inerte. Dessa maneira, temos o Senhor nos três níveis: no nível físico, sutil e causal. Na nossa vida diária também temos três estados distintos de experiência: o acordado, o sonho e o sono profundo. No sono profundo o indivíduo está na forma causal. No sonho você se identifica com o súkshma (sutil), sua própria mente. A mente está acordada e existe uma experiência de sonho e um mundo de sonho. E você ainda identifica-se com o corpo físico e tem então o estado acordado. Então temos três estados de experiência e três mundos. Isso constitui o indivíduo enquanto ser acordado e todo o mundo físico, o ser que sonha e todas as experiências sutis e o causal, no sono profundo. São três e completam tudo o que existe a nível individual e total.
Além da natureza tríplice do OM como um som sagrado está a quarta dimensão invisível que não pode ser distinguida pelos nossos restritos órgãos dos sentidos como nas observações materiais. Esta quarta dimensão é indescritível, silêncio total que segue a elocução do OM. Uma quietude de todas as manifestações diferenciadas, ou seja, um estado pacífico , bem-aventurado e não-dual. Na verdade este é o estado simbolizado pelo ponto na iconografia tradicional do AUM.
Geralmente, cantamos Om no início e no final de qualquer coisa. Om representa um início auspicioso. O simbolismo tríplice do OM é compreensível para a maioria de nós humanos ‘ordinários’ , percebidos tanto no nível intuitivo quanto objetivo . Isto é responsável pela popularidade e aceitação geral. Por este símbolo se estender sobre o espectro inteiro do universo manisfestado, faz com que seja uma fonte verdadeira de espiritualidade.
De acordo as ciências espirituais Indianas, Deus primeiro criou o som e destas frequências sonoras veio o mundo do fenômeno. Nossa existência total é constituída destes sons primordiais, que dão origem aos mantras quando organizados por um desejo de se comunicar, manifestar, invocar ou materializar. É dito que a própria matéria se originou do som e o OM é o mais sagrado de todos eles. O OM (ॐ) é o ponto de ligação de um ponto qualquer com todo o resto universo, isto é, não só representa esse momento de paz como também representa o silêncio que une dois mundos diferentes. É a sílaba que precede o universo e da qual os deuses foram criados. É a sílaba “raiz” (mula mantra), a vibração cósmica que mantém unidos os átomos do mundo e dos céus.