Chan Chu, o Sapo da Fortuna

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Muitas pessoas me pediram esclarecimentos sobre a lenda chinesa do Chan Chu, o Sapo da Fortuna. Dessa forma, decidi publicar aqui a versão mais completa da história. Espero que possa esclarecer.

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A lenda do Yin Yang

Chang-O era irmã do Espírito das Águas e casada com o arqueiro Shen-I. Shen-I recebeu dos deuses o elixir da imortalidade mas, para o merecer, teria de passar algumas provas. Partiu na sua missão, deixando o elixir em casa com Chang-O. Certa noite, a esposa foi atraída pelo brilho do elixir e, sem pensar, pegou nele e tomou-o. Sentiu de imediato que podia dobrar todas as leis da natureza e uma leveza maravilhosa como se tivesse asas. Nisto, chega Shen-I e vê que o elixir tinha desaparecido. Ao perguntar a Chang-O o que acontecera, esta toma consciência do sucedido e fica apavorada – abre uma janela e foge, voando na direcção da Lua. Shen-I ainda partiu em perseguição da esposa mas já era tarde, Chang-O já ia muito longe e cada vez mais perto da Lua. A dada altura chegou tão perto da Lua que o frio a fez travar. Ficou indisposta com tudo aquilo e acabou por cuspir parte do elixir, porém ficou para sempre imortal. Os deuses, ao verem tudo isto, decidiram recompensar Shen-I pela sua persistência. Recolheram a parte do elixir da imortalidade que Chang-O tinha rejeitado e deram-na a Shen-I. Depois transformaram-no no Espírito do Sol e, quanto a Chang-O, ficou sendo o Espírito da Lua. Para que Chang-O e Shen-I pudessem matar as saudades um do outro, os deuses determinaram que em algumas ocasiões especiais eles se poderiam encontrar e celebrar o seu Amor (os eclipses). Foi este o início de Yin e Yang que, a partir desse dia, passaram a ser as duas metades do Uno, em constante movimento e fazendo parte da essência de todas as coisas.

Símbolo lunar e de dinheiro

O seguimento da lenda conta que os deuses deram uma silhueta de sapo a Chang-O, como castigo pelo seu atrevimento (as manchas lunares). O Sapo, com todas as suas características aquáticas é, por excelência, um animal lunar, pelo que não é de estranhar esta associação. Conta-se ainda que, corroída pela melancolia da separação, Chang-O se tornou gananciosa e avarenta, buscando para si o brilho do ouro que lhe lembrava o esposo distante. Assim, diz a sabedoria do povo que onde quer que apareça o Sapo de Três Pernas (a Lua Tríplice) terá a seus pés muitas pilhas de dinheiro e riquezas.

Proteção do lar e dos bens materiais

A natureza da Lua é devotada ao interior e à família, pelo que se torna fácil compreender porque é que o Sapo da Fortuna também é tido como poderoso amuleto de proteção. Segundo a tradição, a sua presença não só atrai prosperidade para dentro de casa, como também a mantém e protege de eventuais perigos. Mesmo no Ocidente onde, por vezes, se desconhece a riqueza simbólica desta figura, o Sapo da Fortuna é muito utilizado como portador de boa sorte, saúde e fortuna.

Representação tradicional

O Sapo da Fortuna pode ser feito de qualquer material, porém os mais comuns são o metal dourado e a madeira vermelha de sândalo. O Sapo é representado sentado sobre uma pilha de moedas ou lingotes e a segurar uma moeda chinesa na boca. A terceira perna surge a partir das costas, formando uma pequena cauda que termina numa garra. Muitas vezes possui 7 marcas nas costas que simbolizam as sete estrelas da Ursa Maior, portanto, o Norte, a Terra e o conceito de materialização. Também é frequente ter cravações de pedras preciosas nos olhos, nas marcas das estrelas e/ou no orifício da moeda.

Utilização

O Sapo da Fortuna pode ser posicionado de diversas formas, segundo o Feng Shui da casa e em função dos vários aspectos que se deseje ver favorecidos. Geralmente são colocados mais moedas em volta dele e, se as condições o permitirem, são queimados incensos como oferenda e agradecimento. Podem ser usados aos pares, um de cada lado da porta da entrada. Podem ainda ser usados em grupos de três, seis ou nove, espalhados harmoniosamente pela casa e jardim, como se estivessem a saltitar por todo o espaço, de modo a atrair uma chuva de abundância.

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Medalha de São Bento

Apresento a você um texto maravilhoso, de Daniel de Ávila, sobre São Bento e o poder da sua medalha.

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Oração de São Bento

São Bento, como retratado em desenhos e pinturas, lembra muito a figura clássica de um mago. E sua biografia não deixa dúvidas que ele tinha tudo para ser um.
Sua vida está repleta de situações e incidentes que mostram que ele sabia pôr Forças Superiores em movimento, conhecia os princípios de diversas Leis Universais e possuía e utilizava vários dons, dentre eles o do desdobramento astral tangível, técnica extremamente difícil e que por suas características tem sido erroneamente chamada de “bi-locação”.
Tinha também o dom da cura e o Papa São Gregório Magno relata uma ocasião em que São Bento “ressuscitou um monge morto quando o demônios esteve no mosteiro e vendo que os irmãos construíam uma parede a derrubou e as pesadas pedras destroçaram um jovem monge, matando-o.” São Bento mandou que o levassem para sua cela, e o fizeram num lençol pois o corpo estava esmagado, e orou sobre o corpo fervorosamente. Algumas horas depois o jovem monge levantou-se totalmente regenerado e sem nenhum ferimento, e São Bento mandou que ele voltasse ao trabalho.
Está relatado também que era clarividente, pois sabia, há quilômetros de distância, exatamente o que seus monges estavam fazendo. E por duas vezes descobriu que tentaram matá-lo com veneno, no pão e também no vinho. Numa dessas ocasiões mostrou ter o dom de se comunicar com os animais pois no dia em que monges revoltados com seu rigor tentaram matá-lo com um pedaço de pão envenenado o santo recebeu um insight sobre o veneno e então chamou um corvo que entrou voando até a mesa e ordenou ao corvo que pegasse aquele pão e o jogasse longe, em um local onde ninguém pudesse encontrar e se envenenar, e o corvo obedeceu. Aliás, esse episódio foi tão marcante que consta nas biografias de todos os monges que o acompanhavam e que mais tarde seria santos da Igreja, e a figura do corvo está gravada na Medalha de são Bento, ao lado da imagem do santo, para lembrar o episódio do veneno.
A seguir, os monges rebeldes que a respeito do “Ora et Labora” só queriam saber do “Ora” tentaram matar o santo com veneno outra vez, oferecendo-lhe uma taça de vinho envenenado. Pouco antes de beber o santo teve outro insight, um aviso mental e pôs a taça sobre a mesa, recitou a fórmula “se é o Mal o que me ofereces, bebe tu mesmo teus venenos” e fez o sinal da cruz sobre a taça, que imediatamente se partiu. Esse fato também foi amplamente narrado por seus contemporâneos tornados santos mais tarde e esse episódio da taça também está gravado na Medalha, onde está São Bento no meio, a taça quebrada de um lado e o corvo com o pão no outro, como mostrarei ao leitor mais adiante. Também em muitas outras representações e desenhos de São Bento aparece a taça quebrada e o corvo, como na figura abaixo:

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Quando o mosteiro estava sendo construído, souberam que aquele lugar tinha sido um templo pagão pois a estátua de um deus estava ali. Removeram a estátua e a seguir os monges queriam remover a pedra que servia de altar para aquele ídolo, mas embora não fosse uma pedra grande, ela simplesmente não saía do lugar. Chamaram o Abade Bento e ele viu que a pedra estava sendo segurada ali por demônios pagãos. São Bento tocou na pedra e ordenou que os demônios se retirassem, ao que foi obedecido e a pedra removida. Embaixo dela havia um ídolo de bronze representando um deus pagão. São Bento mandou tirar aquela estátua e jogá-la longe, e ela foi parar perto da cozinha, onde então os relatos dizem que chamas espectrais saiam da estátua assustando a todos, até que São Bento foi a ela e ordenou que os demônios que estavam fazendo aquilo cessassem e fossem embora, o que aconteceu.
Em meio a meditações profundas, rodeado por nuvens de incenso e inspirado por leituras sacras São Bento tinha contatos diretos com o Espírito Santo. Ele fazia disto um ritual diário, mas antes de suas meditações ele se dedicava ao trabalho árduo do cotidiano do mosteiro, onde trabalha de igual para igual com os monges, embora deles fosse o Abade. Após trabalhar ele se dedicava às leituras, meditação e orações, vindo daí o lema dos beneditinos que é o Ora et Labora, que significa Ora e Trabalha. Isso quer dizer que ele era contra a existência de Ordens onde tudo se resumia a orar. Na Ordem que ele fundou era e é preciso trabalhar muito, em paralelo às atividades espirituais. É para que o homem não esqueça que além do espírito ele também é corpo físico e ambos tem de ser exercitados.
Há um relato que diz que um dos monges estava trabalhando com suas enxadas na beira do lago quando a lâmina da enxada soltou-se do cabo e caiu no lago. O monge foi falar com o Abade Bento e este foi com o monge até a beira do lago, onde São bento simplesmente pegou o cabo da enxada e tocou a água e concentrou-se alguns instantes, e ao retirar o cabo da água a lâmina estava de volta, como se nem tivesse saído. Bento devolveu a enxada ao monge e disse-lhe : “volta ao trabalho”, como se aquele episódio fosse coisa comum.
Em outra ocasião aconteceu que um menino chamado Plácido (mais tarde São Plácido) foi buscar água no lago e desequilibrou-se e caiu, sendo arrastado pela correnteza. Nesse exato momento, São Bento que estava no interior do mosteiro orando, simplesmente parou e chamou um monge e lhe disse: “irmão Mauro, vai depressa ao lago porque o menino Plácido caiu nele.” O monge disse que não sabia nadar e o santo disse que fosse mesmo assim, confiasse em Deus e não duvidasse de sua fé. O monge fez e ao entrar no lago simplesmente não afundou e foi caminhando sobre a água até onde estava o menino como se a água fosse terra firme e o retirou, levando-a para o mosteiro. Após recobrar-se do susto o menino disse que ao olhar para o monge que veio correndo sobre a água salvá-lo ele não viu a imagem do irmão Mauro e sim o próprio São Bento. Esse episódio é narrado por São Mauro, São Gregório Magno e está em A Vida de São Plácido (De Placii Vitae).

Consta também que São Bento era um grande exorcista e que ao ver um demônio ele o golpeava como se fosse criatura física. Muitas vezes pessoas possuídas por espíritos malignos eram levadas à presença do santo e ele ordenava que os espíritos saíssem. Quando não o obedeciam ele golpeava a pessoa com seu cajado e esbofeteava a pessoa como se atingisse o espírito e não a vítima, e então os espíritos deixavam o corpo. Sua irmã, santa Escolástica, relata que por duas ocasiões viu que após alguns golpes os espíritos deixavam o corpo da vítima como se tivessem levado uma surra, alguns saiam rastejando, pois nas mãos do santo e no cajado estava a força do Espírito Santo e era isso que atingia os ditos maus espíritos.

Mas dentre todas as coisas impressionantes relacionadas ao santo está a sua Medalha. A Medalha de São Bento é um objeto mágico impressionante.
Antes de mais nada, mesmo a alguém de poucos conhecimentos esotéricos, basta olhar para ver que fica muito claro que aquela medalha na verdade é um Pantáculo perfeito. Após terminar de ler este capítulo convido o leitor a visitar o capítulo sobre pantáculos, para que se façam as comparações. E o fato de se tratar de um pantáculo e feito por um santo da importância de São Bento torna esse objeto realmente algo muito interessante.
Observe a Medalha de São Bento, frente e verso:

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Aqui cabe um pequeno esclarecimento. Diferente do que muitas e muitas pessoas achavam, nessa Medalha a parte em que está o santo é o VERSO da Medalha, sendo a frente a parte em que está a cruz.
Tem sido motivo para muita confusão o fato das pessoas presumirem que a frente fosse onde se vê a figura do santo, e a bem da verdade até que seria mesmo de se supor que fosse assim, mas na verdade a frente da Medalha é onde tem a cruz.
Explicarei agora o simbolismo dessa Medalha.
Na parte da frente, no alto, está a palavra PAX, que significa PAZ.
Ao lado de cada braço da cruz h á uma letra, onde temos S C P B. Significa, em latim, Crux Sancti Patris Benedicti , que em Português significa Cruz do Santo Pai Bento.
Dentro da cruz, na vertical, estão as letras:

C
S
S
M
L

Em latim significa Crux Sacra Sit Mihi Lux , que em Português significa : ” A cruz sagrada seja a minha luz.”

Ainda dentro da cruz, na horizontal, temos as letras:

N D S M D

Em latim significa Non Draco Sit Mihi Dux, que em Português significa : ” Não seja o dragão o meu guia.”
Ao redor da cruz, circundando a borda temos um agrupamento grande de letras, da direita para a esquerda, que são:

V R S N S M V S M Q L I V B

Em latim são duas frases que dizem Vade Retro Satana ; Nunquam Suade Mihi Vana ; Sunt Mala Quae Libas ; Ipse Venena Bibas, que em Português significam : “Afasta-te, Satanás; nunca me aconselhes tuas vaidades ; a bebida que me ofereces é o mal ; bebe tu mesmo os teus venenos.”

Todas as frases reunidas formam versos latinos que são a fórmula de exorcismo de São Bento:

Crux sacra sit mihi lux,
non draco sit mihi dux.
Vade retro satana,
nunquam suade mihi vana.
Sunt mala quae libas,
ipse vena bibas.

Que é :

A santa cruz seja a minha luz,
não seja o dragão o meu guia.
Afasta-te satanás,
nunca me aconselhes tuas vaidades.
A bebida que me ofereces é o mal,
bebe tu mesmo os teus venenos.

São Bento está segurando a cruz. Com a outra mão ele segura as Regras, as famosas regras beneditinas. Atrás dele, à esquerda está a taça quebrada e à direita está o corvo ao qual nos referimos acima.
Circundando toda essa face está uma inscrição que, traduzida, significa : “Que na hora da nossa morte, a sagrada cruz seja nossa salvação”.